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Desconectada do mundo

É impressionante como a gente se acostuma com essa vida corrida que levamos todos os dias. Hoje meu prédio ficou sem luz por 6 horas e eu fiquei perdida, sem saber o que fazer, sem poder me conectar ao mundo e sem poder trabalhar!!!! Foi uma sensação muito estranha.

Para completar, furei meu dedo com um facão quando estava ajudando minha mãe a confeitar um bolo. Querem saber o mais engraçado? Nem foi uma dor tão profunda, mas eu chorei que nem criança porque fiquei com medo de não poder trabalhar…

Humpf!

Estou para escrever há algum tempo sobre uma ferramenta que parece besta, mas tem sido extremamente útil para mim: um apoio para livros. Comprei dois sem levar muita fé, mas eles têm me ajudado muito na tradução e na revisão.

Antigamente, eu deixava o livro apoiado sobre a mesa, escorado em outro livro, dicionário ou agenda. Quando precisava usar a publicação que ficava embaixo, era uma mão-de-obra! Funcionava, mas não era o ideal. Agora, com esse “gadget” simples que só, coloco o livro ali num ângulo que seja fácil de ler e voilà!

Apoio para livros Apoio para livros 2

O melhor de tudo: custa apenas R$ 11,65 na Saraiva.

Update: Eu havia me esquecido de colocar o link para o produto no site da Saraiva. Depois de vários “puxões de orelha”, decidi colocar aqui para facilitar a vida de quem quiser comprar um apoio desses. A marca é YES. E o preço baixou: agora custa R$ 11,20. (atualizado em 11/fevereiro/2008)

Tenho lido com uma certa freqüência “estou certo de que você vai saber” ou “tenho certeza de que tudo vai dar certo”.

Segundo o Dicionário Prático de Regência Nominal, de Celso Pedro Luft, a construção das frases acima está corretíssima, mas eu sempre prefiro, em nome da leveza do texto, usar “estou certo que você vai saber” ou “tenho certeza que tudo vai dar certo”.

A elipse da preposição “de” antes de “que” é válida nesses casos e o texto fica mais leve, não acham?

Eu disse que ia à Bienal munida de armas para não gastar muito, mas não consegui resistir a algumas “comprinhas”. Segue a lista:

A conspira̤̣o franciscana РJohn Sack Рed. Sextante

De Bagdá, com muito amor – Jay Kopelman – ed. BestSeller

A menina que roubava livros – Markus Zusak – ed. Intrinseca

A cidade do sol – Khaled Hosseini – ed. Nova Fronteira

A revolṳ̣o dos bichos РGeorge Orwell Рed. Cia. das Letras

O livro negro do networking – Jeffrey Gitomer – ed. M. Books

Dicionário visual – inglês, português e espanhol – ed. SBS

Whatchamacallit? – Adauri Brezolin, Alzira Allegro e Rosalind Mobaid – ed. Disal

Deus, um delírio – Richard Dawkins – ed. Cia. das Letras

O livro e o baralho wicca – Sally Morningstar – ed. Pensamento

Cozinha vegetariana: crepes, panquecas e waffles – Caroline Bergerot – ed. Cultrix

Adestramento inteligente: com amor, humor e bom senso – Alexandre Rossi – ed. CMS

The Adventures of Huckleberry Finn – Mark Twain – ed. Penguin Books

A Tale of Two Cities – Charles Dickens – ed. Penguin Books

Contos fantásticos no labirinto de Borges – Braulio Tavares (org.) – ed. Casa da Palavra

Freud e o estranho – contos fantásticos do inconsciente – Braulio Tavares (org.) – ed. Casa da Palavra

– Páginas de sombra: contos fantásticos brasileiros – Braulio Tavares (org.) – ed. Casa da Palavra

Além disso, comprei umas 6 revistas de artesanato (mais especificamente, decoupage), uma agenda e um calendário Taschen com fotos maravilhosas de Frans Lanting, fotógrafo da National Geographic, que vão se transformar em quadros para espalhar pela minha casa, que ainda está com as paredes “peladas”, depois da obra.

Feliz Dia dos Tradutores!

A todos os colegas de profissão, desejo um dia muito especial e feliz!

Que São Jerônimo, padroeiro dos tradutores, nos ajude sempre. :)
Flor de cerejeira

Foto: (c)Tomo.Yun (www.yunphoto.net/en/)

Feliz primavera!

Primavera, de Boticelli

“A Primavera”, de Sandro Boticelli.

“Primavera”, de Cecília Meireles

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos,  e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera

Texto extraído do livro “Cecília Meireles – Obra em Prosa – Volume 1”, Editora Nova Fronteira – Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

(Fonte: Lota Moncada, na lista de tradutores do Yahoo)

Panorâmica da Bienal

Já estive na Bienal duas vezes e vi alguns livros que posso recomendar aqui (os links levam ao site do Submarino, que está com promoção de frete grátis e descontos em alguns livros):

Para tradutores e revisores:

– Guia Prático de Tradução Inglesa – Agenor Soares dos Santos – Ed. Campus/Elsevier – Excelente para tirar dúvidas, especialmente quanto a falsos cognatos.

Dicionário Visual – Ed. SBS – Apresenta imagens de objetos, animais, locais etc. em detalhes, com referências em português, inglês e espanhol. Achei sensacional!

Whatchamacallit? – Adauri Brezolin – Ed. Disal – Dicionário Inglês/Português de Idiomatismos e Coloquialismos.

Dicionário de Anglicismos – Agenor Soares dos Santos – Ed. Campus/Elsevier – Dicionário de palavras inglesas que foram adotadas no Brasil.

Na área de Administração:

O livro negro do networking – Jeffrey Gitomer – Ed. M. Books

O livro vermelho de vendas – Jeffrey Gitomer – Ed. M. Books

Não preciso dizer que fiquei toda orgulhosa de ver numa prateleira o primeiro livro que traduzi, Comportamento do consumidor, da editora Campus/Elsevier.

Panorâmica da Bienal

Começa na próxima quinta-feira, dia 13, a 13ª Bienal do Livro no Rio de Janeiro. Acho que fui a uma das primeiras, quando ainda era realizada no São Conrado Fashion Mall, algo que hoje parece totalmente impossível de se cogitar. :)

Bem, estarei lá, munida de armas para resistir à tentação das compras (mas não muito).

Se quiserem ver a programação de eventos e saber mais detalhes sobre a feira (inclusive mapa), visitem o site da Bienal clicando aqui.

Prêmio Jabuti

O Prêmio Jabuti é concedido anualmente pela Câmara Brasileira do Livro a diversas categorias de livros.

Neste ano de 2007, um dos livros em que trabalhei fazendo o copidesque ganhou o segundo prêmio na categoria de “Melhor Livro de Ciências Exatas, Tecnologia e Informática”:

Física Moderna, de Francisco Caruso e Vitor Oguri.

Parabéns aos autores e à editora Elsevier!

Kingdomality

Procurando algo totalmente diferente, esbarrei em um teste referente ao livro “Kingdomality”, de Sheldon Bowles, Richard Silvano e Susan Silvano, publicado pela editora Landscape. O resumo do livro, na página da própria editora, diz o seguinte:

Mais de treze milhões de pessoas ao redor do mundo descobriram Kingdomality, uma nova e extraordinária maneira de conseguir mais sucesso do que você vai querer compartilhar com todos, do Presidente da empresa ao mais novo empregado.

Ao ler Kingdomality, uma parábola sobre um rei que não sabe mais o que fazer em um reino desorganizado, você verá paralelos surpreendentes e claros entre o reino e seu escritório. Então, você fará um teste simples de oito questões para determinar quais dos doze diferentes trabalhos você teria em um reino medieval e aprenderá como cada trabalho é essencial na administração de um reino ou de qualquer lugar. Você receberá lições valiosas para a criação de equipes de alta performance, designação de tarefas apropriadas, de trabalho efetivo, eficiente, divertido e lucrativo. Nesta maneira nova e original de abordar os negócios, você se juntará a milhões de outros que descobriram que você nunca deve enviar um Pastor para fazer o trabalho de um Cavalheiro Negro e vice-versa.

Kingdomality irá transformar seu local de trabalho.

Conheça a si mesmo, conheça os outros, e conheça o sucesso!

Fiz o teste e descobri que sou um Cavaleiro Branco. O mais interessante é que combina mesmo comigo. Vejam a descrição:

Sua personalidade distinta, O Cavaleiro Branco, poderia ser encontrada em qualquer dos reinos prósperos da época. Dom Quixote era um Cavaleiro Branco assim como Joana D’Arc, o Ranger Solitário e o Coelho Cruzado. Como um Cavaleiro Branco, você não espera nada em troca de suas boas ações. Você é um dos verdadeiros “Doadores” do mundo, o filantropo anônimo que compartilha sua riqueza, seu tempo e sua vida com os outros. Dar é a recompensa em si e sendo um Cavaleiro Branco você não quer nenhuma outra. Sob o aspecto positivo, você pode ser piedoso, compassivo, solícito e heróico. Sob o aspecto negativo você pode tomar decisões impulsivamente, e ser um tanto sentimental e mal orientado. É interessante notar que sua preferência é eminentemente aplicável aos reinos corporativos modernos.

Ser equiparada a Dom Quixote foi o máximo! Adorei! E acho que a descrição se encaixou muito bem na minha personalidade. Se alguém tiver algo contra, que fale agora ou cale-se para sempre. ;)

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