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An inconvenient truth

Ontem assisti ao filme-documentário do Al Gore (ex-candidato à presidência dos Estados Unidos) sobre as alterações climáticas no planeta causadas pelo aquecimento global. Em inglês, “An inconvenient truth”. Em português, “Uma verdade inconveniente”.

Aprendi muitas coisas que não sabia e acho que todos deveriam ver esse filme. Ele traz à tona assuntos que nos abalam, mas também nos despertam para uma nova consciência.

A primeira vontade que tive foi de reciclar. Mas a informação que eu tinha era de que não havia coleta seletiva na minha rua. Entrei no site da Comlurb e descobri que existe coleta seletiva aqui toda terça-feira às 18h. Fiquei feliz de saber que não precisarei brigar por isso. :)

A segunda vontade foi de divulgar o filme e o site. O site está em inglês, mas vou pedir autorização para traduzir os principais pontos para o português. (Isso deve demorar um bocado, mas é algo que realmente quero fazer.)

Existem várias pequenas coisinhas que podemos fazer para reduzir as previsões um tanto macabras do filme. O site do filme e os sites abaixo dão várias dicas e notícias sobre a situação atual e o que já está sendo feito para melhorar essa situação. Se você tiver mais alguma sugestão ou opinião sobre o assunto, solte o verbo! :)

Greenpeace

WWF Brasil

Jornal do Meio Ambiente

Lixo.com.br – achei sensacional!

Conservação Internacional

Instituto Akatu pelo Consumo Consciente

10 Responses to “An inconvenient truth”

  1. on 30 dez 2006 at 11:31 pm Roney Belhassof

    Este filme deveria ser colocado em domínio público tamanha é a sua importância!

    Fico um pouco preocupado pois creio que ainda existe uma certa morosidade na hora de agir individualmente para mudar o curso do nosso impacto no meio ambiente. Creio que a maioria acha que isso é obrigação das grandes empresas (e é mesmo) esquecendo-se tanto do que podemos fazer em nossa própria casa quanto nosso poder junto aos políticos e corporações.

    Espero que as pessoas que vejam o filme se tornem multiplicadores deste novo jeito de ser: praticar em casa a preservação e influenciar o nosso meio positivamente.

  2. on 13 jan 2007 at 1:13 pm Denise

    Há um ano, saí do Rio, em Niteroi, para morar em uma pqna cidade do interior do ES.Agora estamos (meus pais, meus filhinhos e eu)nos mudando para uma cidade menor ainda, onde meus pais compraram um lindo sitio.
    Lá há uma nascente fraquinha, que dizem antigamente ter sido uma cachoeira, estamos pesquisando sobre vegetação ciliar para tentar “restaurar”, o aquifero.
    Meu pai, resolveu virar bicho grilo e este sitio será organico, tudo o que for plantado ou criado.
    Pensamos em criar peixes (tilápias), cabras, galinhas, no sitio já temos cafe e citricos, bananeiras, mangueiras, jaqueiras, goiabeiras roxas (essa eu não conhecia).
    Lá, no nosso “Recanto das águas”, Roundup, não terá vez, e tentaremos ensinar aos sitiantes e fazendeiros vizinhos.
    Já estamos ensinando tecnicas de venenos naturais. Temos um conhecido que cria gado leiteiro, ele é secretario de agricultura do municipio, meu pai andou ensinando-o a usar uns extratos para mosca de chifre, e atraves dessa pessoa, os outros fazendeiros, andam olhando com bons olhos nossas sugestões.
    Fugimos do Rio em busca de melhor qualidade de vida, pra nós e meus filhos.
    Eu amo artesanato e tento reciclar muita coisa e ensino pros meus filhos.
    Na nova cidade, pretendo dar oficinas, nas escolas. Conheço o diretor e creio que não sera dificil. Pretendo tambem ensinar a não jogar oleo no ralo da pia.
    Essa é a nossa maneira de contribuir com o meio ambiente.

  3. on 13 jan 2007 at 4:39 pm Cláudia Mello

    Denise,

    Você não imagina o quanto fiquei emocionada com seu comentário. Meu sonho de vida é sair do Rio de Janeiro para uma cidade pequena e abrir uma pousada, então “invejo” todo mundo que consegue sair das cidades grandes. :)

    Desejo muito sucesso a você e sua família no novo sítio e nas suas empreitadas artesanais e educativas. Cada semente que plantamos tem o potencial de se transformar em um mundo melhor para nós e para as gerações futuras.

    Parabéns e obrigada!

    Beijos!

  4. on 16 jan 2007 at 4:40 pm Denise

    Oi Claudinha (posso chamá-la assim?)
    Sinta-se convidada a nos visitar, assim que tiver tudo arrumadinho.
    Ainda não “tomamos posse” do sitio, primeiro pq ainda não nos mudamos de Castelo-ES e segundo pq estão limpando tudo, capinando.Encontraram uma jararaca enorme pertinho da casa, embaixo de um Pau d’alho, onde costumavamos sentar pra descansar rs
    Lá existe meio alqueire de mata nativa, com macacos barbados, tatus e outros bichos.
    Aqui em Castelo, andamos pegando (meus filhotes,minha mãe e eu) na rua, sementes de Pau-Brasil e como nessa mata nada pode ser cortado, então iremos plantar frutas pros bichinhos, e muitos pes de Pau-Brasil, o antigo dono nos fez a gentileza de retirar qdo se mudou, 4 caminhoes de madeira dessa mata. Por pena não o denunciamos, mas só Deus sabe a raiva que ele nos fez.
    Eu recomendo, essa mudança brusca a todos que estiverem fartos da grande cidade.Hoje em dia com a internet, dependendo da profissão, é possivel trabalhar mesmo a distancia. As vezes me pego com saudades de andar na Rio Branco, rua da Alfandega, e andar de onibus rsrs.
    Sinto falta tbm de ser invisivel, ser apenas mais um rosto na multidão, ja que em cidades pequenas somos novidade, mas com isso tbm se acostuma.Depois de ter ficado doente, suspeita de leucemia, precisei me afastar da minha profissão, aparatologista ortodontica,fazia aparelhos ortodonticos para ortodontistas e os quimicos me fizeram mal. Enquanto penso, em que nova profissão abraçar agora aos 40 (uiiii),Comecei a pintar madeira e fazer patchwork, e isso casa muito bem com tudo isso aqui. Sons de cachoeira, grilos,sapos martelo, maritacas, Siriemas….Embora longe das pessoas que amo, primos,avó,tios, amigos..estou começando a me sentir feliz nessa nova casa.Quem sabe vc se anima a vir nos visitar um dia??
    Beijinhos

  5. on 20 jan 2007 at 7:22 pm Cláudia Mello

    Oi, Denise!

    Lógico que pode me chamar de Claudinha. :)

    Adorei o convite para visitar seu sítio!!! Com certeza o aceitarei! E, se você deixar, levarei meu companheiro de jornada para convencê-lo a mudar para o interior… Quem sabe não viramos vizinhas? hehehe Se bem que, com o pânico que tenho de aranhas, não sei se conseguiria viver perto de matas. :(

    Nós tivemos um pé de pau-brasil em nosso apartamento (sempre moramos em apartamentos com varanda), mas ele cresceu demais e tivemos de dá-lo antes que não cabesse mais no elevador. Dá gosto ver uma plantinha crescer. Seus filhos com certeza vão adorar! (Quem sabe eles não se animam a fazer um diário do crescimento das mudas?)

    Agora temos sete paus-reis plantados em vasos, coitadinhos… Nasceram de sementes girocópteras que foram parar em nossa varanda numa tarde de primavera. Nessa época, morávamos ao lado do Museu da República, com vários paus-reis em frente à varanda (um dia eu coloco fotos da paisagem aqui no blog). Descrentes, decidimos plantar as sementes. Imagine a surpresa (e a felicidade, lógico) quando começaram a brotar… :))))) Por enquanto, ainda estão pequenos (o maior está com 1,70m, mais alto que eu), mas o dicionário Houaiss diz que eles chegam a 10m (ha ha ha). Acho bom arrumarmos logo um terreno onde plantá-los. :)

    Quanto a me mudar para o interior, eu realmente adoraria (meu vira-lata de 4 patas também). Com tradução e revisão, é fácil trabalhar virtualmente. Eu só teria de vir ao Rio de vez em quando, ou seja, também não poderia radicalizar e me mudar para o interior do ES. ;) Além disso, não posso tomar essa decisão sozinha. E meu marido ainda não pode se mudar daqui por motivos profissionais. Ele ainda precisa estar perto dos clientes dele. Paciência… ;)

    Acho que eu não teria saudade de andar na Rio Branco e nem de andar de ônibus; mas certamente, assim como você, eu teria saudade do anonimato. :)

    Espero que a leucemia tenha sido apenas uma suspeita mesmo e que sua saúde esteja recuperada ou se recupere com a mudança para um lugar mais tranqüilo e saudável.

    Quanto a mudar de profissão aos 40, não se apavore. A gente sempre se assusta com as mudanças, mas elas são necessárias. O ser humano é um ser mutante. E alguns são mais inquietos ainda e não conseguem se acomodar de jeito nenhum e preferem “ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. :)

    Confesso que já perdi a conta de quantas vezes mudei de profissão: secretária de empresa hoteleira, gerente de albergue da juventude, professora primária, assistente de meio ambiente, assistente administrativa de clube de executivos, atendente em padaria de produtos integrais, administradora de empresa de informática e, agora, tradutora e revisora. Acho que não mudo mais, pois finalmente encontrei uma profissão pela qual sou apaixonada, mas ainda tenho o sonho de ser proprietária de pousada. :)

    Acho que o artesanato realmente tem tudo a ver com sua nova moradia. As aulas que você citou no comentário anterior também têm potencial de sucesso.

    Para terminar, visitei seu “novo” blog (obrigada pelo link – prometo que vou linkar o seu assim que organizar minha seção de links). Fiquei muito feliz de ver que você voltou a escrever nele e de ver que seu ânimo mudou desde o primeiro post escrito.

    Espero que você continue a escrever cada vez mais e que ele te traga pessoas com potencial para serem novos amigos virtuais do mesmo modo que meu blog/site me trouxe sua amizade. (Obs.: Sempre implico com esse termo “amigos virtuais”, pois não há nada de virtual numa amizade, mas utilizei-o aqui para falar de amigos que conhecemos por meios virtuais.)

    Enfim, já tagarelei muito. :) Adorei sua visita e seus comentários me emocionam, mas eu já disse isso. :)

    Beijos!

  6. on 23 jan 2007 at 7:19 pm Denise

    Eu estou correndo aqui, pq estou sozinha encaixotando tralhas e bagulhos pra duas casas. A minha será em são josé do Calçado e a dos meus pais no sitio.
    Vou tentar ser rapida, mas prolixa como sou, creio que será dificil rsrsrs
    Mesmo com pressa preciso lhe dizer isso,,,, o sitio está de porteiras abertas para abrigar suas “pequenas” arvorezinhas, mas segundo meu pai, desde que vc não se importe dos macacos se dependurarem nelas rsrsrs.
    O principal motivo dessa postagem é pra dizer que vc é uma foooofa, educada, gentil, humorada … adorei “conhecer” vc.
    Quanto ao seu pareciro ele tbm é muito bem vindo, ele e todos que são importantes pra vc, assim que eu me ajeitar na nova morada e estiver com net (por radio), entro em contato.
    Vc tem tazão, vir parar aqui é radicalizar demais…rsrs
    meus primos e amigos me chamam de doida, mas temos uma casa em Niteroi, que hoje é um pensionato feminino, para universitarias, 24 mulheres.
    Coloquei o nome de Bom Canto no pensionato, mas ele é conhecido na UFF e nas proximidades, como “A casa das 24 mulheres” tem orkut e ate flog rsrs, se enjoarmos ou a coisa não ficar como pensavamos, mudamos.
    Esse é um antigo sonho do meu pai, menino que viveu em orfanato, em FUNABEM e que foi parar na Alemanha, pra se formar em fotoquimica;… um dia conto a estoria dele no meu blog… ele está com dois blogs tbm, um sobre organicos e outra sobre estorias dele.
    vou indo, senão não termino e estamos esperando apenas o fim das chuvas para mudarmos. Beijinhos e fica com Deus.

  7. on 01 fev 2007 at 6:42 pm flavio

    O filme é bom mas atribui o aquecimento global à ação humana.
    Muitos pesquisadores sérios não conseguem chegar a essa mesma afirmação de maneira tão enfática. POdem olhar nas revistas com NATURE, SCIENCE ou em qualuqre outra.
    O que não podemos deixar é que os greenpeaces ou outras ong´s desse tipo contaminem uma conversa séria e que precisa ser feita com isonomia.
    Que existe o aquecimento global,, isso é verdade e induscutível, o impacto do homem nisso tudo é que não está claro (e não se pode atribuir à concentração de CO2).
    Assistam ao filme, leiam mais textos técnicos e formem opinão
    Abraçpos a todos
    Flávio

  8. on 04 fev 2007 at 4:22 pm Roney Belhassof

    Flávio, o problema é que a cada dia menos publicações sérias sustentam esta afirmação de que o nosso consumo de combustível fóssil não é responsável pelo aquecimento global.

    É bom mantermos em mente que um dos grandes problemas modernos é que nossa melhor defesa, a mídia, se tornou vulnerável ao depender do financiamento dos anunciantes. A Shell ou a ExxonMobil são anunciantes destas revistas?

    Seja como for a Science acaba de publicar um artigo intitulado (em traduçã minha) “Está ficando mais quente aqui… E a culpa é sua” onde ela procura manter um fio de dúvida, mas já não pode se esquivar dos resultados do IPCC.

    Já a Nature publicou um artigo sobre o relatório do IPCC destacando que em 2001 considerava-se 66% de possibilidade de ser nossa a responsabilidade pelo aquecimento global e agora subiu para 90%.

    É de grande interesse de algumas das mais poderosas corporações do mundo que o aquecimento global não seja considerado reflexo das nossas atividades pois se for assim não precisamos fazer nada. Por outro lado se somos os responsáveis a única ação lógica é praticamente destruir a fonte de renda destas corporações.

    Nós já criamos um mundo que dará um bocado de trabalho aos nossos filhos e netos e provavelmente nos renderá um final de vida tenso (e com algum remorso talvez) e continuar encalhados na negação não nos ajudará em nada.

    Creio que o mais importante no seu comentário é a chance de refletir a respeito da confiabilidade da mídia moderna. Até que ponto podemos confiar nela a partir do momento que pode ser comprada?

    Em quem confiar? Na Nature ou na Science? Ou devemos dar ouvidos aos mais de 600 especialistas de 40 países que elaboraram o IPCC?

  9. on 04 fev 2007 at 4:28 pm Galeria de Espelhos

    Aquecimento Global…

    Deixei este comentário em resposta a um post da Coelha sobre o A Inconvenient Truth:
    Flávio, o problema é que a cada dia menos publicações sérias sustentam esta afirmação de que o nosso consumo de combustível fóssil não é responsável pelo …

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