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Fui convidada para participar do Clube do Livro Saraiva RJ de abril, que aconteceu ontem na Livraria Saraiva do Rio Sul, falando sobre a tradução de livros new adult. O evento foi patrocinado pelo Grupo Editorial Record, e todos os livros new adult que traduzi para a Verus estavam lá: No limite da atração, No limite da ousadia (ambos da Katie McGarry), Bela Distração (Jamie McGuire) e True (Erin McCarthy). Também falamos de alguns que eu traduzi e ainda não foram publicados, mas já estão sendo divulgados: Entrelinhas (Tammara Webber) e Crash into you (Katie McGarry).

Quem me conhece sabe que sou mega tÃímida e morro de vergonha de falar em público, mas ontem eu me senti muito à  vontade diante de mais de 150 pessoas que estavam ali simplesmente porque amam ler. Uma senhora se aproximou de mim e disse “Que coisa boa esses jovens que gostam tanto de ler, né? Minha neta adora! Não quer saber de nada além de ler.”

Em certo momento, alguém me perguntou se eu tinha um livro xodó. Dos livros que traduzi para a Verus, tenho dois: No limite da atração, que foi minha primeira tradução para a editora, além de ser um livro com personagens queridos e histórias de superação; e True, que também tem personagens fortes e uma história emocionante.

Quando eu disse que fiquei muito feliz porque a série dos irmãos Maddox veio para as minhas mãos, algumas meninas gritaram ao meu lado “Nós também! Nós também!”. Vocês têm noção do que um tradutor sente quando vê seu trabalho reconhecido? Somos lobos solitários, trabalhamos sozinhos em casa a maior parte do tempo e raramente temos contato com os leitores. Mais raro ainda é receber um feedback positivo desses leitores, que são super exigentes! Meu coraçãozinho quase não aguentou de tanta emoção.

Cheguei muito cansada em casa, mas extremamente feliz com a oportunidade de ter contato com tantos leitores animados e empolgados. Foi muito bom poder dividir com esse pessoal (todo mundo novinho, gente; que orgulho!) um pouco do que é o trabalho de tradução e a emoção que a gente também sente ao traduzir um livro. Foi ótimo estar cercada pelo carinho de tantos leitores ávidos.

É claro que minha lista de desejos aumentou muito, pois conheci autoras e livros que ainda não conhecia. Teve até mensagem de algumas autoras para os leitores brasileiros. Muito fofas! <3

Mais uma vez, obrigada, Tita Mirra e Frini Georgakopoulos, pelo convite. Podem me chamar sempre, tá? :)

Ando muito sumida daqui, eu sei, mas pretendo voltar a escrever com mais regularidade. Estou devendo um post sobre o uso do Kobo reader na tradução, como ele está facilitando a minha vida e tal, mas hoje vou falar de duas atribuições mínimas para um tradutor.

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Ao longo da minha vida profissional eu fiz muitos copidesques em livros de várias editoras. Isso me fez aprender muito, mas também me fez entender que nem todos os tradutores merecem o céu. Por isso decidi falar de duas coisas que todo tradutor precisa fazer antes de considerar pronto o serviço de tradução e, principalmente, antes de enviar o arquivo ao cliente.

1. Passe o corretor ortográfico automático do processador de textos. Todo programa de textos tem um corretor ortográfico automático. Além disso, existem programas que você pode comprar, como o Flip, que têm corretores ainda melhores que os nativos do Word, por exemplo.

É muito rápido passar o corretor ortográfico, e você evita o mico, por exemplo, de entregar o texto com uma frase assim:

“Somnos muito importantes para a cultura, mas ainda não foimos reconhecidos como deveríamos.”

Feio, né? Imagina seu cliente recebendo isso? É claro que todo mundo erra, mas alguns erros (e micos ou king kongs) podem ser evitados.

2. Releia a sua tradução.

Demora? Demora, sim. Mas, de novo, você evita vários micos ou king kongs, como repetição de palavras, concordância errada (à s vezes a frase é grande e você se perde na concordância; acontece muito comigo), termos absurdos (tipo “sociedade movediça” como tradução de “moving society”) e outras tantas bobagens que a gente digita.

Às vezes é cansaço, às vezes é distração. Não importa. O que importa é você reler todo o texto antes de entregar.

Isso vai fazer com que você se torne um profissional melhor e mais respeitado e elogiado. E não custa nada. Aliás, custa, sim: tempo. Mas lembre-se que o cliente está pagando por esse tempo.

Essas expressões causam muita confusão, por isso decidi fazer um pequeno post para esclarecer seu uso. Vamos lá:

“Todo mundo” = “todas as pessoas”; não necessariamente todas as pessoas do mundo, mas as pessoas de determinado grupo ou local.

Exemplo: Todo mundo que estava no prédio saiu correndo quando ouviu o alarme de incêndio.

“Todo o mundo” = “o mundo inteiro”, o planeta

Exemplo: Todo o mundo pode ficar coberto em gelo em consequência do aquecimento global.

Fácil, não?

Hoje, 18 de abril, comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil, em homenagem ao nascimento de Monteiro Lobato, precursor da literatura infantil brasileira. Por isso, o blog Fio de Ariadne, em parceria com a editora Zahar, convocou uma blogagem coletiva com o tí­tulo deste post. A ideia é dizer que autor(es) nos influenciou(aram) a gostar de ler.

Apesar de minha mãe ter me dado de presente de um aninho a coleção completa de Monteiro Lobato (que ainda guardo com o maior carinho), quem mais influenciou minha paixão pela leitura foi Viní­cius de Moraes.

Essa paixão começou com as revistas em quadrinhos, como Tio Patinhas, Mickey etc. Só que, como eu ainda não sabia ler, dependia de outras pessoas lerem para mim. Até que, aos 4 anos, pedi ao meu pai que me ensinasse a ler e escrever. E aprendi.

Estávamos em 1969, época dos hippies e da Bossa Nova. Meus pais ouviam muita música e eu acompanhava o gosto musical deles, claro. Foi quando aprendi a amar Chico Buarque, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, dentre outros compositores e intérpretes nacionais e estrangeiros.

Mais ou menos um ano depois, em 1970, eles compraram o livro “Antologia Poética de Vinícius de Moraes“. Quando vi que as letras das músicas dele estavam ali, simplesmente enlouqueci. Não desgrudei mais do livro. Com 5 anos de idade, andava com ele debaixo do braço para todos os cantos, inclusive para a escola. Li tudo! Amava cada página daquele livro!

Foi assim que aprendi a gostar de literatura. Um caminho maluco, já que a maioria das pessoas “normais” começa a gostar de livros infantis e depois, na adolescência, começa a ler e se apaixonar pela poesia.

Mas isso não quer dizer que deixei de ler livros infantis. Apenas fiz o caminho inverso ao “normal”: comecei pela poesia e depois fui para a literatura infantil. Naquela época, a Ediouro visitava regularmente as escolas com um catálogo de livros infantis. Era comum eu comprar uns 2 ou 3 a cada visita da editora. Foi assim que conheci Ganymédes José e Orígenes Lessa, por exemplo.

E a escola também tinha uma ampla biblioteca de livros infanto-juvenis. Toda semana tínhamos uma “aula de biblioteca”, na qual visitávamos o local, escolhíamos um livro e passávamos uma hora lendo em silêncio. Tudo isso ajudou a criar em mim o hábito de ler.

Essa mesma escola nos obrigava a ler um livro a cada bimestre e fazer uma prova de interpretação. Eu lia todos, enquanto meus amigos (já naquela época) liam resumos dos livros pouco antes de fazerem a prova. O único dos indicados que – confesso – não consegui ler foi “O Guarani“, de José de Alencar. Não passei das primeiras páginas. Pedi um resumo aos meus pais e fiz a prova. (Passei na prova, obrigada.)

Para a escola, li “A vaca voadora“, “Memórias de um sargento de milí­cias“, “Mar morto“, “O caso da borboleta Atí­ria“, “O menino do dedo verde“, “Dom Casmurro“, “A morte e a morte de Quincas Berro d’água” e vários outros livros dos quais não vou me lembrar agora, mas que foram igualmente importantes para minha formação de leitora.

Em casa, por conta própria, li “As aventuras de Tom Sawyer“, “Huckleberry Finn“, “O pequeno prí­ncipe[bb]“, “Moby Dick” e vários outros clássicos da literatura infanto-juvenil nacional e mundial, inclusive a coleção do Monteiro Lobato que citei no início do post.

Lembro bem da cara do meu professor de literatura no Marista de Brasí­lia, quando perguntou, na primeira aula: “Quantos livros vocês leram no ano passado?”. E eu respondi um número alto (que não me lembro, mas deem um desconto porque isso aconteceu em 1976 – hehehe). Era mais ou menos como se todos os alunos respondessem 1, 2 ou 3 e eu respondesse 15. O professor fez uma cara de descrente e repetiu a pergunta: “Não, Cláudia, quero saber quantos você leu no ano passado, não na sua vida toda.” Fiquei revoltada e repeti o número. O cara quase caiu da cadeira! Arregalou os olhos e disse que eu era uma aluna exemplar. (É, eu já era nerd quando criança.)

Mas nada me tira da cabeça que o que mais me encantou no Vinícius era que ele escrevia palavras “proibidas” (para mim, aos 5 aninhos) em suas poesias, como pipi e cocô. Naquela época, este era meu poeminha preferido (além do “Poema Enjoadinho”, um clássico):

A estrelinha polar

De repente o mar fosforeceu, o navio ficou silente

O firmamento lactesceu todo em poluções vibrantes de astros

E a Estrelinha Polar fez um pipi de prata no atlântico penico.

Vinícius de Moraes, Oceano Atlântico, a bordo do Highland Patriot, a caminho da Inglaterra, 09/1938

Como vocês podem ver, o motivo inicial pode não ter sido dos mais nobres, mas o resultado foi ótimo. Essa paixão pela leitura foi o que me levou à  profissão de tradutora e revisora de livros, como já contei aqui na minha biografia.

(P.S.: Escrevi este post ao som dos Beatles para ajudar a trazer à  tona as sensações e lembranças da minha infância feliz.)

Já está em pré-venda o novo VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) no Submarino e na Livraria Cultura, já adaptado para o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

O Portal Aulete oferece um arquivo pdf com as regras simplificadas.

Luci De Vassa

Luci De Vassa

Ontem à noite, fui convidada pelo Blog do The Best para assistir ao musical Avenida Q (ganhador do Tony de melhor musical da Broadway), que estreia na próxima sexta, dia 6 de março, no Teatro Clara Nunes (Gávea, Rio de Janeiro).

Confesso que fui com uma expectativa bem baixa, sem esperar quase nada. Afinal, traduzir musical não é uma tarefa simples. Atuar em musical também não é nada fácil. Fico imaginando o tipo de exercício respiratório que esses atores fazem para conseguir cantar, dançar e atuar, tudo ao mesmo tempo, no palco. Admiro demais essas pessoas.

Assistimos ao último ensaio geral e devo dizer que me surpreendi positivamente.

O espetáculo mistura atores e bonecos no palco. Apesar disso, não é um programa infantil. Há, inclusive, cenas de sexo entre bonecos, além de linguagem obscena e temas como racismo.

É incrível como os atores conseguem dar expressão aos bonecos. Dão a impressão de que são uma coisa só. Na maior parte do tempo, eu não conseguia separar boneco e ator na minha mente, apesar de alguns atores representarem mais de um boneco. É difícil explicar sem ver, mas é como se houvesse uma simbiose temporária entre ator e boneco.

Além disso, a história trata de assuntos sérios (racismo, amor, sucesso/fracasso profissional, relacionamento homossexual, degradação humana) de forma leve. O musical também rende umas boas risadas. Saí de lá com dor no estômago de tanto rir.

Se eu puder, até vou de novo, então recomendo: Não percam esse espetáculo!

casamento

Seguem as informações recolhidas pelo Roney (obrigada, amor!):

Elenco:

Outros links

Serviço

  • Teatro Clara Nunes no shopping da Gávea, terceiro piso, Rio de Janeiro
  • Estréia 6 de março de 2009
  • Produção: Charles Möeller e Claudio Botelho

Quando comecei a frequentar o Twitter, achei sem graça, bobo, não vi propósito naquilo. Hoje, depois de quase um ano usando a ferramenta, ainda acho difícil definir o que é o Twitter. Sendo assim, pego carona no post de Havi Brooks no Fluent Self, que me parece ter encontrado uma boa definição.

Eu só acrescentaria que em mesas de bar também se fazem negócios, então o Twitter também serve como ferramenta de networking para trabalho.

Se quiser me encontrar por lá, sou @claudiamello, e terei o maior prazer em ter você à  minha mesa de bar.

Havi Brooks | 26 de agosto de 2008

Twitter desmistificado e desmascarado

Este é um post sobre o Twitter. Sim, sim, sim. Eu disse que jamais escreveria sobre o Twitter, mas as pessoas continuam a me pedir para explicar sobre que diabos estou falando.

E estou cada vez mais cansada de pronunciar meu discurso inflamado “olha só, você está fazendo tudo errado” para as pessoas que experimentaram o Twitter e acharam sem graça ou idiota. Vai ser muito mais fácil mandar um link para elas.

Além do mais, prometi a dois leitores deste blog que são novatos no Twitter que lhes daria algumas dicas.

Começa o grande desmascaramento

Sabe de uma coisa? As pessoas falam muitas coisas ruins sobre o Twitter, mas isso acontece porque elas estão fazendo tudo errado.

Podemos culpá-las? Bem, podemos, mas, por favor, não o faça. Não é culpa delas. Eu culpo os mitos sobre o Twitter.

Sim, é absurdo que algo tão novo já tenha gerado uma pilha de mitos e lendas, mas eles estão por aí­, então vamos desmontá-los. É hora de desmascarar, meus amigos.

Mito #1 sobre o Twitter: É um “microblog” ou coisa parecida.

Ah, não. O Twitter não é isso. Não é um “microblog”. Ninguém diz: “Ai, ai! Sabe do que estou com vontade hoje? De microblogar!” Eca.

(E, aliás, mesmo que tecnicamente houvesse algo chamado microblog, e daí? Microblog – para nós, que não somos consultores de mídias sociais – é uma palavra vazia, sem graça e sem sentido. Blargh.)

De qualquer maneira, não importa se é ou não, porque todo mundo está errado e, na verdade, todo o debate enfadonho sobre “Ei, o que é o Twitter?” está completamente terminado, pois o Twitter é, no final das contas, um bar.

É um bar.

É aquele bar/café local que você frequenta. Um bar/café local multidimensional.*

*Só que é online. E às vezes você conecta pelo seu celular. É, eu sei. É o futuro; aceite-o.

Por que você frequenta o bar/café local?

Porque é a sua praia. A sua praça. É onde seus amigos estão. É onde você faz novas amizades. É onde você vai porque, às vezes, ser inteligente e divertido apenas na sua mente não leva a lugar nenhum.

É sempre legal lá? Não, às vezes é uma droga. Talvez ninguém de quem você goste esteja lá. Talvez aquele novo bartender só toque músicas esquisitas. Então você vai embora. Mas volta depois porque os bons tempos são muito, muito bons.

Esse bar/café/qualquer coisa tem as pessoas mais legais do mundo e, sim, algumas que não são muito a sua praia. Ei, cabe a você escolher onde sentar.

Se você sentar perto de pessoas que estão falando alto ao celular, soprando fumaça de charuto na sua cara ou dando em cima de você, sim, provavelmente o local será nojento e horrível.

Se você encontrar um canto onde um grupo de pessoas inteligentes e interessantes estão conversando sobre coisas inteligentes e interessantes, o local será envolvente e aconchegante. E divertido.

Se você chegar e não falar com ninguém, você deve se perguntar por que simplesmente não ficou em casa tomando sua bebida preferida. Sim, nesse caso, o local será chato.

Portanto, pode ser o melhor bar do mundo ou simplesmente aquela espelunca da esquina. A escolha é sua.

Mito #2 sobre o Twitter: A ideia é responder à  pergunta “O que você está fazendo?”

Não, não, não. Esse é um erro de proporções quase trágicas, involuntariamente perpetuado pelo infeliz sistema do Twitter.

Se você tentar seguir as regras to Twitter, vai se perder rapidamente. Logo de cara eles pedem para você brincar respondendo à  pergunta “O que você está fazendo?” Não responda a essa pergunta! Péssimo começo. Fail.

O Twitter não é para você dizer “o que está fazendo”, do mesmo modo que as conversas no mundo real não são para você dizer “e aí, quais são as novidades?”, embora possam começar dessa maneira.

Se você tentar falar sobre o que está fazendo (a menos que você esteja encaixotando um poodle ao mesmo tempo em que anda de pernas de pau com sua trupe de poodles malabaristas), quase sempre será chato.

E a primeira regra do Twitter é “Não seja chato!“

Pior: você pode querer ser honesto. Pode dizer coisas como “comendo uma banana” ou “levando meu filho ao treino de futebol”.

Lembro a você a primeira regra, citada ali em cima.

Então, o que você deve digitar naquela pequena caixa?

Bem, a pergunta que o Twitter realmente quer fazer é “O que você está pensando? Não, o que você está pensando de verdade?”

Ou: “O que você acha do que está pensando?“

Ou: “Que tal deixar aquela voz na sua cabeça falar por um instante, hein?”

Sabe aquela voz interior? Aquela que faz comentários sérios sobre coisas engraçadas, significativas, palhaças e profundas que você normalmente mantém para si mesmo e ninguém chega a conhecê-la?

O Twitter é o novo lar dessa voz. É o local que essa voz frequenta. Porque essa voz precisa ter voz. Quero dizer, ela precisa de um bar.

Mito #3 sobre o Twitter: Ele consome muito tempo.

Ah, não. O Twitter não precisa ser outra ferramenta de procrastinação. Mais uma vez, acho que vocêestá fazendo tudo errado.

Bastam apenas alguns segundos para digitar alguma coisa lá. Afinal, há um limite de 140 caracteres.

Depois você gasta de tês a cinco minutos para ver o que as outras pessoas estão fazendo, e pronto.

Normalmente é um intervalo mais curto do que o buraco sem fim do “Ah, vou dar só uma olhadinha no meu e-mail”.

E aqui eu rapidamente coloco meu chapéu gigante que diz “Oi, acabei de escrever um livro sobre o fim da procrastinação” para que você confie na minha experiência no assunto. O Twitter de forma alguma é seu inimigo. Não é. É um dos poucos intervalos de boa duração que você encontra na internet.

O Twitter é uma pausa. E as pausas fazem bem à  alma. Sim, ele pode consumir seu tempo. Como qualquer outra coisa. Inclusive encaixotamento de poodles. Mas, se você usá-lo com cuidado, como um entra-e-sai rapidinho, o Twitter é, na verdade, uma ferramenta de produtividade.

Uma ferramenta de produtividade divertida que também funciona como a mais esquisita e mais bem-sucedida técnica de marketing de todos os tempos, além de ser um bar. Quer mais?

Mito #4 sobre o Twitter: Não há problemas em Twitterville.

Okay, esse é um mito que eu acabei de inventar. Um mito mítico, se você assim desejar. O Twitter está muito, muito longe de ser uma região sem problemas, mas aqui estão as três questões principais e suas soluções:

(1) Assim como em qualquer bar, existem pessoas que entram para brigar. Algumas são pessoas que realmente gostam de uma boa briga e outras são trolls malvados, cheios de ódio e que gostam de magoar as pessoas.

Se você não gosta de brigas, não fique perto da mesa desse grupinho.

(2) E, como em qualquer bar, existem uns caras esquisitos que querem lhe pagar uma bebida. Você usa a linguagem do corpo para fazer com que eles se afastem (o botão de block no Twitter) e, se eles avançarem, denuncie-os a @oddfollow e ao pessoal do Twitter.

(3) E, é claro, temos a Fail Whale, a famosa baleia.

Às vezes o Twitter cai, e normalmente quando você mais precisa daquele uísque ou cafê ou qualquer coisa metafórica e suas mãos estão tremendo. É hora de enfrentar o fato de que você está viciado no Twitter. Não se preocupe. Você não está sozinho.

Pegue as bobagens que você ia espalhar pelo mundo e transforme em um post. Mais tarde o Twitter volta ao ar. Faça parte do Fail Whale Fan Club. (Não estou brincando, existe um fã clube da baleia.)

Ou você pode simplesmente ir até o site IsTwitterDown.com e apertar o botão de refresh várias vezes seguidas, como um rato pulando por uma bolinha de comida apetitosa. Todos passamos por isso. Não se preocupe. Você vai ficar bem.

Vejo você na happy hour, viu?

Se quiser me seguir, meu username é @havi. Só para você saber, às vezes eu falo coisas terrivelmente inadequadas que eu jamais diria aqui. Porque o Twitter é um bar.

E também é meu local favorito na internet. É onde aquela voz na minha cabeça gosta de ficar. E eu normalmente vou aonde ela vai.

Se você quiser que eu o siga, fale sobre poodles. Ou puxe assunto. Eu não mordo.

Agradecimentos especiais a Laura Fitton (@pistachio), que acidentalmente inspirou este post por ser uma pessoa muito legal.

Tradução: Cláudia Mello Belhassof

Projetos 2009

O ano terminou cheio de trabalho e começou repleto de expectativas. Foi por isso que acabei sumindo um pouco daqui. Voltei para compartilhar com vocês alguns dos meus projetos para 2009.

1. Criar um podcast brasileiro sobre tradução e revisão. Já tenho várias ideias anotadas.

2. Reunir coragem e dar um curso de português para tradutores, incluindo o novo acordo ortográfico. Talvez até fazer um curso online exclusivamente para o novo acordo e não só para tradutores.

3. Continuar meu livro sobre clientes insatisfeitos, dando continuidade à pesquisa com internautas, projeto que ainda está engatinhando.

E o ano começou com três novidades:

1. Comecei a trabalhar como tradutora para a editora Manole.

2. Comecei a revisar os posts do meu amigo (nada) virtual Leanderson Silva, do blog Copiar e Colar.

3. Na próxima semana, estarei em SP. Eu e Roney fomos convidados pelo Clube do Hardware para fazer a cobertura da Campus Party, considerado o maior evento mundial de inovação tecnológica e diversão em rede. Amanhã escrevo mais sobre isso, pois é um assunto vasto demais para inserir neste post.

Como vocês podem ver, 2009 já começou com força total, sem tempo nem para respirar direito. Acho ótimo! Sinto que este será um ano de muitas conquistas e realizações. Conto com vocês para ter forças nessa jornada maluca. :)

Um dos maiores projetos para 2009 é escrever pelo menos 3 vezes por semana no blog. Então, me aguardem!

P.S.: Se quiserem dar ideias para os novos projetos, fiquem à vontade!

P.P.S.: Feliz 2009! É, eu sei que o ano começou há 15 dias, mas nunca é tarde para desejar coisas boas! :)

Novidades

Vem aí uma seção só para links interessantes. Se você tiver alguma recomendação de site ou blog para incluir na minha listagem, faça um comentário neste post. Os sites recomendados serão avaliados antes de serem incluídos na página de links.

Primavera dos Livros 2008

A Primavera dos Livros é um evento literário que reúne editoras independentes de todo o Brasil. O tema deste ano é a Bossa Nova, com Ruy Castro de patrono.

Além de estandes de editoras com descontos de até 50% em livros, o evento tem uma ótima programação de palestras e debates. Recomendo o debate sobre tradução literária, programado para sábado, das 14h30 às 16h30. Devo estar lá com alguns amigos.

A programação está no site www.libre.org.br e a entrada é franca.

Local: Museu da Rep̼blica РR. do Catete, 153

27 a 30/11 – das 10h às 20h

Sábado, dia 28/11, das 14h30 às 16h30

Tradução literária na formação cultural do Brasil: Mediador: Oséias Ferraz (Crisálida). Celina Portocarrero (7Letras); Marco Lucchesi (Fissus); Sérgio Molina (34).

Celina Portocarrero – Tradutora e poeta. Atuou em diversas empresas do mercado editorial e literário. Coordena a Oficina de Tradução na Estação das Letras. Traduziu Marcel Proust, André Gide, Guy de Maupassant, Elie Wiesel, Tahar Ben Jelloun., entre dezenas de outros. Recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura pela tradução de Um amor de Swann, de Marcel Proust [L&PM]. Publicou em 2007 o livro de poesias Retro-Retratos [7 Letras].

Marco Lucchesi – Poeta, tradutor, ensaísta, professor da área de Letras [UFRJ]. Traduziu autores como Umberto Eco, Rainer Maria Rilke, Georg Trakl, Giambattista Vico, Rumi, Boris Pasternak. Foi agraciado com os principais prêmios de tradução no Brasil [Jabuti, União Latina, Paulo Rónai]. Organizou e traduziu A sombra do amado, de Rumi [Fissus].

Sérgio Molina – Tradutor e ensaísta. Traduziu, entre outros, os 2 volumes de O engenhoso fidalgo Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, trabalho diversas vezes premiado.

Mediador: Oséias Silas Ferraz, editor da Crisálida. Traduziu o ensaio Machado de Assis tradutor, de Jean-Michel Massa.

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