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No dia 27 de julho, o Danilo Nogueira e a Kelli Semolini, dois colegas de profissão e amigos, apresentarão uma palestra interessantíssima à distância sobre como evitar as armadilhas nas traduções de negócios.

Por exemplo, palavrinhas como income, revenue, earnings, renda, receita, arrecadação e faturamento estarão na berlinda. Só quem já teve de traduzir esses termos sabe como eles são enganadores!

Quer saber mais? Visite o site deles ou se inscreva diretamente no Aulavox clicando aqui.

Essas expressões causam muita confusão, por isso decidi fazer um pequeno post para esclarecer seu uso. Vamos lá:

“Todo mundo” = “todas as pessoas”; não necessariamente todas as pessoas do mundo, mas as pessoas de determinado grupo ou local.

Exemplo: Todo mundo que estava no prédio saiu correndo quando ouviu o alarme de incêndio.

“Todo o mundo” = “o mundo inteiro”, o planeta

Exemplo: Todo o mundo pode ficar coberto em gelo em consequência do aquecimento global.

Fácil, não?

Quando eu era pequena, ia ao teatro quase todo final de semana. Era sempre um passeio marcante. Minha preferida era “Branca de Neve e os sete anões”. A coitada da minha mãe deve ter me levado para assistir a essa peça umas 20 vezes, pelo menos. Mas também vi outras, como “Pluft, o fantasminha”, “A bruxinha que era boa” e tantas outras da Maria Clara Machado.

Meu maior orgulho foi ter visto a versão original de Os Saltimbancos, de autoria de Chico Buarque e Sergio Bardotti, com Nara Leão, Miúcha, Magro e Ruy nos papéis dos animais. As imagens estão gravadas até hoje na minha memória. Parece que foi ontem.

Na adolescência, vi peças que também me marcaram muito, como “A dança dos signos”, de Oswaldo Montenegro; “Capitães de areia”, de Jorge Amado; e “As lágrimas amargas de Petra von Kant”, de Fassbinder, com as fantásticas atuações de Fernanda Montenegro e Juliana Carneiro da Cunha.

Já casada, “Um beijo um abraço um aperto de mão” e “A aurora da minha vida”, ambas de Naum Alves de Souza, foram as mais interessantes.

Essas e outras peças tiveram um papel muito importante na minha formação. Por que estou contando isso tudo aqui? Porque a Cennarium, uma empresa que transmite obras de teatro via Internet, teve a iniciativa de reunir assinaturas para apoiar o projeto de lei que exige que todas as cidades com mais de 25 mil habitantes no Brasil tenham um Centro Integrado de Cultura, com capacidade mínima para 250 pessoas.

A cultura e a arte são elementos básicos para se fazer um país melhor. É por isso que eu apoio e divulgo o projetoMais Teatro, Brasil”. E você, já aderiu à campanha? Basta preencher seus dados lá no site.

A Abrates (Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes) está organizando o III Congresso Internacional de Tradução e Interpretação da Abrates em Porto Alegre, de 19 a 21 de março de 2010.

Com o título de “A crise global e os decifradores da Babel”, o congresso terá convidados interessantíssimos para falar dos mais diversos temas, desde ferramentas de tradução (também conhecidas como CAT Tools) até direitos autorais, passando por legendagem e tradução juramentada.

As informações sobre o congresso podem ser encontradas no site do congresso. Veja, a seguir, a agenda do congresso, retirada do site. Imperdível, não?

Eu estarei lá, e você?

Primeiro dia: sexta-feira, 19/03

* Credenciamento, a partir das 13h

* Oficina 1: Terminologia e Glossários – Cleci Bevilacqua e Maria José Finatto
* Oficina 2: Tradução Simultânea – Ayrton Farias
* Oficina 3: Legendagem – Sabrina Martinez
* Oficina 4: a confirmar

* Abertura Oficial do Evento

Segundo dia: sábado, 20/03

* Painel 1: Tradução Juramentada – Tamara Barile (SP), Beatriz Rodrigues (FIT e CTPCBA), Renato Beninatto.
* Painel 2: Mercados Regionais – Claudia Chauvet (Centro-Oeste), Ayrton Farias (Nordeste), Danilo Nogueira (Sudeste), Mônica Koehler Sant’Anna (Sul), Danilo Nogueira (Sudeste).
* Painel 3: Tradução Literária – Sergio Flaksman (RJ), Luiz Angélico da Costa (BA), Moacyr Scliar (RS).
* Painel 4: Formação em Tradução e Interpretação – Marcia Martins (PUC-Rio), Cristina Carneiro Rodrigues (UNESP), José Luis Sanches (Gama Filho), Liliana B. Mariotto (Universidad de Buenos Aires).
* Painel 5: Direitos Autorais – Denise Bottmann, Sergio Molina, Dra. Eliane Abrão.
* Painel 6: Organizações – Beatriz Rodriguez (FIT e CTPCBA), Heloisa Barbosa (Sintra), Paulo Wengorski (Abrates).

* Palestra 1: Credenciamento de Tradutores e Intérpretes – Vagner Fracassi (ex-presidente da ABRATES) e Sieni Campos (SC).
* Palestra 2: Internet, o continente do conhecimento, e a arte da tradução – Roney Belhassof (consultor em gestão do conhecimento).
* Palestra 3: Intérprete de Língua de Sinais: um novo profissional que se apresenta – Angela Russo.
* Palestra 4: Gestão de qualidade com o método LISA – Mauro Bertuol.
* Palestra 5: a confirmar.
* Palestra 6: Conhecimento enciclopédico e tradução – Patricia Chittoni Ramos.
* Palestra 7: Terminologia em textos técnicos – Maria da Graça Krieger.

* Apresentações orais de temas livres propostos pelos participantes e selecionados pela comissão

Terceiro dia, domingo, 21/03

* Painel 7: Legendagem: Nick Magrath, Bruno Murtinho (4 Estações), Carolina Alfaro.
* Palestra 8: Ortografias: a Bela e o Monstro (1ª Parte – O Acordo Ortográfico: para quê?/ 2ª Parte – Unidades de Medida: uma Ortografia essencial para tradutores) – João Roque Dias (Portugal).
* Palestra 9: As armadilhas da tradução do espanhol – Carlos Ancêde Nougué.

* Palestra 10: Tendências no mercado mundial de traduções ou “será que eu vou ter trabalho no ano que vem?” – Renato Beninatto.

* Palestra de Encerramento.

Quando recebi a intimação do processo movido pelo médico contra mim, fiquei apavorada. Excluí o post e, no dia seguinte, quando descobri que também estava sendo processada criminalmente, tirei o blog todo do ar.

Tive crises de depressão gravíssimas e fui parar no hospital. Parei de trabalhar por cerca de um mês. Voltei a tomar antidepressivos, coisa que não fazia havia mais de cinco anos.

De lá para cá, as coisas vêm melhorando aos poucos, mas a mera existência do processo sempre me causava pânico. Praticamente parei de blogar. Senti minha liberdade de expressão tolhida e castrada. Tinha medo de escrever sobre qualquer assunto.

No início deste mês, recebi a notícia de que seria intimada a pagar a indenização no valor de R$ 2.940,00 em 48h, sob pena de penhora online. Comecei a ver com a minha advogada como eu poderia proteger alguns bens essenciais ao meu trabalho (o computador, principalmente). Descobri que existe uma lei que protege os “bens de família”, o que me aliviou um pouco. Ainda desesperada e apavorada, comecei a pensar no que eu poderia vender, leiloar, rifar etc. para arrecadar o valor da indenização e desabafei com meus amigos no Twitter.

Foi aí que tudo começou a se transformar. E aqui preciso fazer um adendo. Preciso explicar que minha vida simplesmente mudou desde que conheci algumas pessoas no Twitter Oculto do ano passado e, a partir daí, passei a usar mais o Twitter como forma de manter contato com essas pessoas. Fiz amigos que jamais teria a oportunidade de conhecer, quanto mais de me aproximar e firmar laços tão fortes.

Eu, que sempre fui a rainha da timidez, da instrospeção e da vergonha própria, me vi organizando um evento como o Luluzinha Camp RJ e ajudando na organização do Twestival RJ. E falando ao microfone e tudo! Vocês não têm ideia de como isso representa um progresso gigantesco para quem tinha vergonha até de cumprimentar as pessoas conhecidas.

Enfim, voltando à história do processo. Meus amigos “virtuais” (não acredito nessa separação, mas acho importante enfatizar que conheci e fiz amizade com os dois online) Simone Villas-Boas (@s1mone) e Leandro Bravo (@lebravo) tiveram a ideia de criar uma Vakinha online para me ajudar a pagar a indenização. Aceitei porque eu realmente não sabia como ia fazer para pagar os R$ 2.940,00 ao médico. Aceitei achando que conseguiria arrecadar, no máximo, uns mil reais e, depois, daria algum jeito para conseguir o que restasse.

No mesmo dia, a Vakinha online atingiu 100% (hoje o valor está menor porque alguns pagamentos não foram confirmados). Amigos e pessoas que eu não conhecia e que nunca haviam conversado comigo estavam ajudando financeiramente e/ou divulgando a mensagem online por vários meios (Twitter, blogs, e-mail, listas de discussão etc.).

Hoje, dia 29 de dezembro de 2009, estou aqui, sentada em frente ao meu computador, única e exclusivamente para agradecer a cada um que contribuiu de alguma forma para que eu conseguisse arrecadar a maior parte do valor da indenização. (Acabei de ver que a Vakinha já tem 84,76% do valor.)

Agradeço especialmente a você que:

é meu amig@ e contribuiu com qualquer quantia;

é meu amig@ e não pôde contribuir por algum motivo, mas divulgou a Vakinha;

é meu amig@ e não pôde contribuir nem divulgou, mas me apoiou e me deu seu carinho;

é meu amig@ e não contribuiu nem divulgou e acha tudo isto uma grande palhaçada, mas continua sendo meu amig@;

não é meu amig@ e contribuiu com qualquer quantia;

não é meu amig@ e não pôde contribuir por algum motivo, mas ajudou a divulgar a Vakinha;

não é meu amig@, mas levantou sua voz contra a repressão ao direito constitucional de liberdade de expressão;

nem me conhecia, mas contribuiu e/ou divulgou a Vakinha porque deseja defender a garantia ao direito constitucional de liberdade de expressão;

é jornalista e abriu a boca para divulgar o caso e se indignou (ou não) com a situação.

Queria poder nomear cada pessoa que contribuiu, divulgou e/ou me apoiou, mas tenho muito medo de esquecer alguém e ser injusta. Pensei em colocar aqui os links para todos os posts que mencionaram o caso e as mensagens de apoio recebidas, mas vocês não têm ideia da quantidade! Eu certamente me esqueceria de alguém e – repito – não quero ser injusta com ninguém.

Por isso, deixo apenas um beijo e todo o meu carinho a todos vocês que ajudaram de alguma forma. Eu JAMAIS serei capaz de agradecer como vocês merecem.

Heart-Umbrella-1

Twestival

Na próxima sexta-feira, dia 11 de setembro, acontece aqui no Rio de Janeiro o Segundo Twestival RJ. A primeira edição ajudou a ONG Charity: Water a construir poços de água potável na África. Esta segunda edição vai ajudar a Sociedade Viva Cazuza, que está passando por dificuldades financeiras.

Como faço parte da organização do Twestival, estive na Sociedade Viva Cazuza em visita e fiquei muito emocionada com o cuidado e o carinho dedicados às 22 crianças soropositivas que vivem lá.

Se você puder contribuir com um pouquinho, já vai ajudar a manter este belo projeto. As crianças agradecem.

Hoje, 18 de abril, comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil, em homenagem ao nascimento de Monteiro Lobato, precursor da literatura infantil brasileira. Por isso, o blog Fio de Ariadne, em parceria com a editora Zahar, convocou uma blogagem coletiva com o título deste post. A ideia é dizer que autor(es) nos influenciou(aram) a gostar de ler.

Apesar de minha mãe ter me dado de presente de um aninho a coleção completa de Monteiro Lobato[bb] (que ainda guardo com o maior carinho), quem mais influenciou minha paixão pela leitura foi Vinícius de Moraes.

Essa paixão começou com as revistas em quadrinhos, como Tio Patinhas, Mickey etc. Só que, como eu ainda não sabia ler, dependia de outras pessoas lerem para mim. Até que, aos 4 anos, pedi ao meu pai que me ensinasse a ler e escrever. E aprendi.

Estávamos em 1969, época dos hippies e da Bossa Nova[bb]. Meus pais ouviam muita música e eu acompanhava o gosto musical deles, claro. Foi quando aprendi a amar Chico Buarque[bb], Tom Jobim[bb] e Vinícius de Moraes[bb], dentre outros compositores e intérpretes nacionais e estrangeiros.

Mais ou menos um ano depois, em 1970, eles compraram o livro “Antologia Poética de Vinícius de Moraes[bb]“. Quando vi que as letras das músicas dele estavam ali, simplesmente enlouqueci. Não desgrudei mais do livro. Com 5 anos de idade, andava com ele debaixo do braço para todos os cantos, inclusive para a escola. Li tudo! Amava cada página daquele livro!

Foi assim que aprendi a gostar de literatura. Um caminho maluco, já que a maioria das pessoas “normais” começa a gostar de livros infantis e depois, na adolescência, começa a ler e se apaixonar pela poesia.

Mas isso não quer dizer que deixei de ler livros infantis. Apenas fiz o caminho inverso ao “normal”: comecei pela poesia e depois fui para a literatura infantil. Naquela época, a Ediouro visitava regularmente as escolas com um catálogo de livros infantis. Era comum eu comprar uns 2 ou 3 a cada visita da editora. Foi assim que conheci Ganymédes José e Orígenes Lessa, por exemplo.

E a escola também tinha uma ampla biblioteca de livros infanto-juvenis. Toda semana tínhamos uma “aula de biblioteca”, na qual visitávamos o local, escolhíamos um livro e passávamos uma hora lendo em silêncio. Tudo isso ajudou a criar em mim o hábito de ler.

Essa mesma escola nos obrigava a ler um livro a cada bimestre e fazer uma prova de interpretação. Eu lia todos, enquanto meus amigos (já naquela época) liam resumos dos livros pouco antes de fazerem a prova. O único dos indicados que – confesso – não consegui ler foi “O Guarani[bb]“, de José de Alencar[bb]. Não passei das primeiras páginas. Pedi um resumo aos meus pais e fiz a prova. (Passei na prova, obrigada.)

Para a escola, li “A vaca voadora[bb]“, “Memórias de um sargento de milícias[bb]“, “Mar morto[bb]“, “O caso da borboleta Atíria[bb]“, “O menino do dedo verde[bb]“, “Dom Casmurro[bb]“, “A morte e a morte de Quincas Berro d’Água[bb]” e vários outros livros dos quais não vou me lembrar agora, mas que foram igualmente importantes para minha formação de leitora.

Em casa, por conta própria, li “As aventuras de Tom Sawyer[bb]“, “Huckleberry Finn[bb]“, “O pequeno príncipe[bb]“, “Moby Dick[bb]” e vários outros clássicos da literatura infanto-juvenil nacional e mundial, inclusive a coleção do Monteiro Lobato[bb] que citei no início do post.

Lembro bem da cara do meu professor de literatura no Marista de Brasília, quando perguntou, na primeira aula: “Quantos livros vocês leram no ano passado?”. E eu respondi um número alto (que não me lembro, mas deem um desconto porque isso aconteceu em 1976 – hehehe). Era mais ou menos como se todos os alunos respondessem 1, 2 ou 3 e eu respondesse 15. O professor fez uma cara de descrente e repetiu a pergunta: “Não, Cláudia, quero saber quantos você leu no ano passado, não na sua vida toda.” Fiquei revoltada e repeti o número. O cara quase caiu da cadeira! Arregalou os olhos e disse que eu era uma aluna exemplar. (É, eu já era nerd quando criança.)

Mas nada me tira da cabeça que o que mais me encantou no Vinícius era que ele escrevia palavras “proibidas” (para mim, aos 5 aninhos) em suas poesias, como pipi e cocô. Naquela época, este era meu poeminha preferido (além do “Poema Enjoadinho”, um clássico):

A estrelinha polar

De repente o mar fosforeceu, o navio ficou silente

O firmamento lactesceu todo em poluções vibrantes de astros

E a Estrelinha Polar fez um pipi de prata no atlântico penico.

Vinícius de Moraes, Oceano Atlântico, a bordo do Highland Patriot, a caminho da Inglaterra, 09/1938

Como vocês podem ver, o motivo inicial pode não ter sido dos mais nobres, mas o resultado foi ótimo. Essa paixão pela leitura foi o que me levou à profissão de tradutora e revisora de livros, como já contei aqui na minha biografia.

(P.S.: Escrevi este post ao som dos Beatles[bb] para ajudar a trazer à tona as sensações e lembranças da minha infância feliz.)

Já está em pré-venda o novo VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) no Submarino e na Livraria Cultura, já adaptado para o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

O Portal Aulete oferece um arquivo pdf com as regras simplificadas.

Luci De Vassa

Luci De Vassa

Ontem à noite, fui convidada pelo Blog do The Best para assistir ao musical Avenida Q (ganhador do Tony de melhor musical da Broadway), que estreia na próxima sexta, dia 6 de março, no Teatro Clara Nunes (Gávea, Rio de Janeiro).

Confesso que fui com uma expectativa bem baixa, sem esperar quase nada. Afinal, traduzir musical não é uma tarefa simples. Atuar em musical também não é nada fácil. Fico imaginando o tipo de exercício respiratório que esses atores fazem para conseguir cantar, dançar e atuar, tudo ao mesmo tempo, no palco. Admiro demais essas pessoas.

Assistimos ao último ensaio geral e devo dizer que me surpreendi positivamente.

O espetáculo mistura atores e bonecos no palco. Apesar disso, não é um programa infantil. Há, inclusive, cenas de sexo entre bonecos, além de linguagem obscena e temas como racismo.

É incrível como os atores conseguem dar expressão aos bonecos. Dão a impressão de que são uma coisa só. Na maior parte do tempo, eu não conseguia separar boneco e ator na minha mente, apesar de alguns atores representarem mais de um boneco. É difícil explicar sem ver, mas é como se houvesse uma simbiose temporária entre ator e boneco.

Além disso, a história trata de assuntos sérios (racismo, amor, sucesso/fracasso profissional, relacionamento homossexual, degradação humana) de forma leve. O musical também rende umas boas risadas. Saí de lá com dor no estômago de tanto rir.

Se eu puder, até vou de novo, então recomendo: Não percam esse espetáculo!

casamento

Seguem as informações recolhidas pelo Roney (obrigada, amor!):

Elenco:

Outros links

Serviço

  • Teatro Clara Nunes no shopping da Gávea, terceiro piso, Rio de Janeiro
  • Estréia 6 de março de 2009
  • Produção: Charles Möeller e Claudio Botelho

Quando comecei a frequentar o Twitter, achei sem graça, bobo, não vi propósito naquilo. Hoje, depois de quase um ano usando a ferramenta, ainda acho difícil definir o que é o Twitter. Sendo assim, pego carona no post de Havi Brooks no Fluent Self, que me parece ter encontrado uma boa definição.

Eu só acrescentaria que em mesas de bar também se fazem negócios, então o Twitter também serve como ferramenta de networking para trabalho.

Se quiser me encontrar por lá, sou @claudiamello, e terei o maior prazer em ter você à minha mesa de bar.

Havi Brooks | 26 de agosto de 2008

Twitter desmistificado e desmascarado

Este é um post sobre o Twitter. Sim, sim, sim. Eu disse que jamais escreveria sobre o Twitter, mas as pessoas continuam a me pedir para explicar sobre que diabos estou falando.

E estou cada vez mais cansada de pronunciar meu discurso inflamado “olha só, você está fazendo tudo errado” para as pessoas que experimentaram o Twitter e acharam sem graça ou idiota. Vai ser muito mais fácil mandar um link para elas.

Além do mais, prometi a dois leitores deste blog que são novatos no Twitter que lhes daria algumas dicas.

Começa o grande desmascaramento

Sabe de uma coisa? As pessoas falam muitas coisas ruins sobre o Twitter, mas isso acontece porque elas estão fazendo tudo errado.

Podemos culpá-las? Bem, podemos, mas, por favor, não o faça. Não é culpa delas. Eu culpo os mitos sobre o Twitter.

Sim, é absurdo que algo tão novo já tenha gerado uma pilha de mitos e lendas, mas eles estão por aí – então vamos desmontá-los. É hora de desmascarar, meus amigos.

Mito #1 sobre o Twitter: É um “microblog” ou coisa parecida.

Ah, não. O Twitter não é isso. Não é um “microblog”. Ninguém diz: “Ai, ai! Sabe do que estou com vontade hoje? De microblogar!” Eca.

(E, aliás, mesmo que tecnicamente houvesse algo chamado microblog, e daí? Microblog – para nós, que não somos consultores de mídias sociais – é uma palavra vazia, sem graça e sem sentido. Blargh.)

De qualquer maneira, não importa se é ou não, porque todo mundo está errado e, na verdade, todo o debate enfadonho sobre “Ei, o que é o Twitter?” está completamente terminado, pois o Twitter é, no final das contas, um bar.

É um bar.

É aquele bar/café local que você frequenta. Um bar/café local multidimensional.*

*Só que é online. E às vezes você conecta pelo seu celular. É, eu sei. É o futuro; aceite-o.

Por que você frequenta o bar/café local?

Porque é a sua praia. A sua praça. É onde seus amigos estão. É onde você faz novas amizades. É onde você vai porque, às vezes, ser inteligente e divertido apenas na sua mente não leva a lugar nenhum.

É sempre legal lá? Não, às vezes é uma droga. Talvez ninguém de quem você goste esteja lá. Talvez aquele novo bartender só toque músicas esquisitas. Então você vai embora. Mas volta depois porque os bons tempos são muito, muito bons.

Esse bar/café/qualquer coisa tem as pessoas mais legais do mundo e, sim, algumas que não são muito a sua praia. Ei, cabe a você escolher onde sentar.

Se você sentar perto de pessoas que estão falando alto ao celular, soprando fumaça de charuto na sua cara ou dando em cima de você, sim, provavelmente o local será nojento e horrível.

Se você encontrar um canto onde um grupo de pessoas inteligentes e interessantes estão conversando sobre coisas inteligentes e interessantes, o local será envolvente e aconchegante. E divertido.

Se você chegar e não falar com ninguém, você deve se perguntar por que simplesmente não ficou em casa tomando sua bebida preferida. Sim, nesse caso, o local será chato.

Portanto, pode ser o melhor bar do mundo ou simplesmente aquela espelunca da esquina. A escolha é sua.

Mito #2 sobre o Twitter: A ideia é responder à pergunta “O que você está fazendo?”

Não, não, não. Esse é um erro de proporções quase trágicas, involuntariamente perpertuado pelo infeliz sistema do Twitter.

Se você tentar seguir as regras to Twitter, vai se perder rapidamente. Logo de cara eles pedem para você brincar respondendo à pergunta “O que você está fazendo?” Não responda a essa pergunta! Péssimo começo. Fail.

O Twitter não é para você dizer “o que está fazendo”, do mesmo modo que as conversas no mundo real não são para você dizer “e aí, quais são as novidades?”, embora possam começar dessa maneira.

Se você tentar falar sobre o que está fazendo (a menos que você esteja encaixotando um poodle ao mesmo tempo em que anda de pernas de pau com sua trupe de poodles malabaristas), quase sempre será chato.

E a primeira regra do Twitter é “Não seja chato!

Pior: você pode querer ser honesto. Pode dizer coisas como “comendo uma banana” ou “levando meu filho ao treino de futebol”.

Lembro a você a primeira regra, citada ali em cima.

Então, o que você deve digitar naquela pequena caixa?

Bem, a pergunta que o Twitter realmente quer fazer é “O que você está pensando? Não, o que você está pensando de verdade?”

Ou: “O que você acha do que está pensando?

Ou: “Que tal deixar aquela voz na sua cabeça falar por um instante, hein?”

Sabe aquela voz interior? Aquela que faz comentários sérios sobre coisas engraçadas, significativas, palhaças e profundas que você normalmente mantém para si mesmo e ninguém chega a conhecê-la?

O Twitter é o novo lar dessa voz. É o local que essa voz frequenta. Porque essa voz precisa ter voz. Quero dizer, ela precisa de um bar.

Mito #3 sobre o Twitter: Ele consome muito tempo.

Ah, não. O Twitter não precisa ser outra ferramenta de procrastinação. Mais uma vez, acho que você está fazendo tudo errado.

Bastam apenas alguns segundos para digitar alguma coisa lá. Afinal, há um limite de 140 caracteres.

Depois você gasta de três a cinco minutos para ver o que as outras pessoas estão fazendo, e pronto.

Normalmente é um intervalo mais curto do que o buraco sem fim do “Ah, vou dar só uma olhadinha no meu e-mail”.

E aqui eu rapidamente coloco meu chapéu gigante que diz “Oi, acabei de escrever um livro sobre o fim da procrastinação” para que você confie na minha experiência no assunto. O Twitter de forma alguma é seu inimigo. Não é. É um dos poucos intervalos de boa duração que você encontra na internet.

O Twitter é uma pausa. E as pausas fazem bem à alma. Sim, ele pode consumir seu tempo. Como qualquer outra coisa. Inclusive encaixotamento de poodles. Mas, se você usá-lo com cuidado, como um entra-e-sai rapidinho, o Twitter é, na verdade, uma ferramenta de produtividade.

Uma ferramenta de produtividade divertida que também funciona como a mais esquisita e mais bem-sucedida técnica de marketing de todos os tempos, além de ser um bar. Quer mais?

Mito #4 sobre o Twitter: Não há problemas em Twitterville.

Okay, esse é um mito que eu acabei de inventar. Um mito mítico, se você assim desejar. O Twitter está muito, muito longe de ser uma região sem problemas, mas aqui estão as três questões principais e suas soluções:

(1) Assim como em qualquer bar, existem pessoas que entram para brigar. Algumas são pessoas que realmente gostam de uma boa briga e outras são trolls malvados, cheios de ódio e que gostam de magoar as pessoas.

Se você não gosta de brigas, não fique perto da mesa desse grupinho.

(2) E, como em qualquer bar, existem uns caras esquisitos que querem lhe pagar uma bebida. Você usa a linguagem do corpo para fazer com que eles se afastem (o botão de block no Twitter) e, se eles avançarem, denuncie-os a @oddfollow e ao pessoal do Twitter.

(3) E, é claro, temos a Fail Whale, a famosa baleia.

Às vezes o Twitter cai, e normalmente quando você mais precisa daquele uísque ou café ou qualquer coisa metafórica e suas mãos estão tremendo. É hora de enfrentar o fato de que você está viciado no Twitter. Não se preocupe. Você não está sozinho.

Pegue as bobagens que você ia espalhar pelo mundo e transforme em um post. Mais tarde o Twitter volta ao ar. Faça parte do Fail Whale Fan Club. (Não estou brincando, existe um fã clube da baleia.)

Ou você pode simplesmente ir até o site IsTwitterDown.com e apertar o botão de refresh várias vezes seguidas, como um rato pulando por uma bolinha de comida apetitosa. Todos passamos por isso. Não se preocupe. Você vai ficar bem.

Vejo você na happy hour, viu?

Se quiser me seguir, meu username é @havi. Só para você saber, às vezes eu falo coisas terrivelmente inadequadas que eu jamais diria aqui. Porque o Twitter é um bar.

E também é meu local favorito na internet. É onde aquela voz na minha cabeça gosta de ficar. E eu normalmente vou aonde ela vai.

Se você quiser que eu o siga, fale sobre poodles. Ou puxe assunto. Eu não mordo.

Agradecimentos especiais a Laura Fitton (@pistachio), que acidentalmente inspirou este post por ser uma pessoa muito legal.

Tradução: Cláudia Mello Belhassof

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